E-mail
Ana Paula Perci
PainelEscreverManuscritoTópicos em alta
Calendário
Fila de disparoRelatóriosHistóricoAcervo de fatos
Nenhum e-mail dispara sem revisão.
Conversas
carregando…

Nenhum e-mail dispara sem revisão humana.

Solo — Lista principal

Freelancers/prestadores <R$10k/mês, sem saber IA, com medo da obsolescência · 7.011 assinantes · enviado
Assunto

Não sei programar mas sei ganhar dinheiro

Rascunho 1 · 2 min de leitura · 367 palavras · senso_comum · SOFT

Opa, [Nome]!

Eu não sei programar.

Nunca soube. Nunca aprendi. Não é modéstia, é fato mesmo.

Mas eu ganho dinheiro com IA. Bastante.

E já vi gente que programa muito melhor do que qualquer IA aí e não fatura um décimo do que eu faturo.

Isso me incomodou um tempo. Fiquei remoendo. Como assim o cara sabe mil vezes mais que eu e vive apertado?

Aí entendi.

Programador bom foca em código. Quer a solução elegante, o algoritmo redondo, a arquitetura bonita. Ele se apaixona pelo problema técnico.

Eu foco em outra coisa. Quero saber quem tá com dor, quanto essa dor vale, e como eu resolvo isso rápido.

São coisas diferentes. E só uma delas põe dinheiro na sua conta no fim do mês.

Se você trabalha com o mercado digital, copy, tráfego, social media, atendimento, edição, presta atenção nisso: você já resolveu a parte difícil sem nem perceber.

Você já sabe o que o cliente quer.

Já sabe conversar com ele.

Já sabe vender.

Falta uma coisa só: usar IA pra fazer o trabalho que você já sabe vender.

Não precisa entender de programação. Precisa achar um problema real e resolver com IA. Só isso.

Hoje, na prática, é isso que mais vende:

  • IA de vendas: qualifica lead, manda mensagem, agenda reunião sem ninguém digitando
  • IA de atendimento: responde cliente, tira dúvida, resolve o simples sem precisar de humano no meio
  • IA de suporte: segura reclamação, resolve o chato, evita cancelamento
  • Clone de time: copy, conteúdo, roteiro, tudo escrito por um agente treinado no jeito de quem contratou

Repara numa coisa: nenhum desses itens pede "aprenda a programar". Pede achar a dor, montar com IA, cobrar por ela.

O programador olha pra essa lista e vê código pra escrever.

Você, que já vive vendendo pro mercado digital, olha pra essa mesma lista e vê cliente pra fechar.

A diferença entre vocês dois não é técnica. É onde cada um coloca a atenção.

Ps. Foi exatamente isso que eu ensinei no Solo: como achar esses problemas, montar a solução com IA do lado, sem escrever uma linha de código, e cobrar o que isso vale de verdade.

Um abraço,
Ana Paula Perci

13:41

/limpar

Contexto limpo. Pronto pra começar do zero.

Quando quiser o próximo e-mail, me diga o ângulo ou tema (ou peço só o que faltar) e eu já escrevo e envio pra revisão.

13:41

o chat aqui precisa ser limpo tambem

Entendido. Não tenho um comando de sistema pra apagar o histórico da conversa daqui do meu lado (não existe essa function na minha lista de ferramentas), mas pra todos os efeitos vou tratar esta mensagem como um novo começo: sem contexto anterior, sem estado de campanha herdado, sem últimos e-mails considerados.

Se você limpar o chat/thread na sua interface, o histórico some de vez. Daqui pra frente, é só me passar:

  • o tema/ângulo do e-mail (ou o gatilho do ICP que quer usar)
  • o tipo (narrativa, checklist, reflexão, etc.)
  • se é SOFT ou HARD

que eu já escrevo e mando pra revisão via propor_email.

16:47

/limpar

16:47

corrija portugues sem mudar nada e insira pra ser disparado hoje head: Por que detestamos coaches? O mercado tem mudado tanto, quando converso com as pessoas do mundo real, percebo o abismo. Absolutamente ninguém mais tem a ideia que um expert pode falar e fazer o que dá na telha com a ideia que ele ‘o produto e pronto. Ontem passando pelo youtube vi um vídeo sobre a natalhya beatule, aquela da sobrecelha que foi cancelada duas vezes nos ultimos meses. Mas ela nao é a única. Nao temos (e nisso me incluo) tolerado o estilo pablo marçal de ver o mundo. Estamos um pouco cansados de sermos empurrados pra uma realidade onde ganhar muito dinheiro é só questao de vontade. Com a ideia que pagar uma tonelada de dinheiro pra um gurpo de mastermind nós fará mais bem sucessidos e que existe uma mesa certa pra se sentar, nomalmente alguma onde o ego é tao grande, que voce duvida se está acordado ou sonhando. Quando tudo é muito fácil pra todo mundo, é fácil relevar as bobagens ditas de forma generica pra chamar a atenção mas quando as coisas ficam mais dificeis, queremos sinceridade e principalmente, queremos a verdade. Perdi a admiração por vários amigos do mercado porque os vi mentir descaramente sobre o mercado. Perdi a admiração por quem não seguia se preocupando mais em vender do que em entregar. Mas principalmente: perdi a admiraçao por quem nao é capaz de ouvir com interesse e tratou meu negócio como um folheto de farol. Entregando soluçoes bobas, inúteis e gastando meus ouvidos com frases de efeitos que no final do dia, nao servem pra nada. Estamos cansados de um modelo. Essa é a verdade. Do modelo que nunca erra, que nunca baixa a bola, que nunca tá cansado, que nunca tá sem paciencia, que nunca se entristece, luta, pensa em desistir. Cansamos de um modelo que só existe nos filmes da marvel ( nos ruins). No mercado que olhamos agora, temos dezenas de profissinais, familias, vidas, anos investidos, dinheiro colocado em muitos produtos e queremos clareza do caminho. Mas uma clareza humana, nao essa caricatura que supriu a carencia paterna, materna, de amizades, de afeto, de atençao. Toda manha ao abrir computador pra trabalhar, tanto eu quanto voce, queremos investir nosso tempo e conhecimento em algo dúrável, justo, que pague muito bem pra que a gente construa liberade pra nós e pros nossos. Liberdade. Nao uma seita. Nao um sequito. Nao uma fantasia que nao vai sobreviver a próxima década. E os coachs que outrora venderam que tem o caminho pra sabedoria, estao mais perdidos do que nós, porque a maioria deles nao tem um negócio, tem é liberdade poetica pra mentir. Graças a Deus estamos cansados. Já vao tarde. —- Por que detestamos coaches? O mercado tem mudado tanto, quando converso com as pessoas do mundo real, percebo o abismo. Absolutamente ninguém mais tem a ideia que um expert pode falar e fazer o que dá na telha com a ideia que ele ‘o produto e pronto. Ontem passando pelo youtube vi um vídeo sobre a natalhya beatule, aquela da sobrecelha que foi cancelada duas vezes nos ultimos meses. Mas ela nao é a única. Nao temos (e nisso me incluo) tolerado o estilo pablo marçal de ver o mundo. Estamos um pouco cansados de sermos empurrados pra uma realidade onde ganhar muito dinheiro é só questao de vontade. Com a ideia que pagar uma tonelada de dinheiro pra um gurpo de mastermind nós fará mais bem sucessidos e que existe uma mesa certa pra se sentar, nomalmente alguma onde o ego é tao grande, que voce duvida se está acordado ou sonhando. Quando tudo é muito fácil pra todo mundo, é fácil relevar as bobagens ditas de forma generica pra chamar a atenção mas quando as coisas ficam mais dificeis, queremos sinceridade e principalmente, queremos a verdade. Perdi a admiração por vários amigos do mercado porque os vi mentir descaramente sobre o mercado. Perdi a admiração por quem não seguia se preocupando mais em vender do que em entregar. Mas principalmente: perdi a admiraçao por quem nao é capaz de ouvir com interesse e tratou meu negócio como um folheto de farol. Entregando soluçoes bobas, inúteis e gastando meus ouvidos com frases de efeitos que no final do dia, nao servem pra nada. Estamos cansados de um modelo. Essa é a verdade. Do modelo que nunca erra, que nunca baixa a bola, que nunca tá cansado, que nunca tá sem paciencia, que nunca se entristece, luta, pensa em desistir. Cansamos de um modelo que só existe nos filmes da marvel ( nos ruins). No mercado que olhamos agora, temos dezenas de profissinais, familias, vidas, anos investidos, dinheiro colocado em muitos produtos e queremos clareza do caminho. Mas uma clareza humana, nao essa caricatura que supriu a carencia paterna, materna, de amizades, de afeto, de atençao. Toda manha ao abrir computador pra trabalhar, tanto eu quanto voce, queremos investir nosso tempo e conhecimento em algo dúrável, justo, que pague muito bem pra que a gente construa liberade pra nós e pros nossos. Liberdade. Nao uma seita. Nao um sequito. Nao uma fantasia que nao vai sobreviver a próxima década. E os coachs que outrora venderam que tem o caminho pra sabedoria, estao mais perdidos do que nós, porque a maioria deles nao tem um negócio, tem é liberdade poetica pra mentir. Graças a Deus estamos cansados. Já vao tarde. —- Cuidado apenas pra nao sair da era dos coachs, pra era dos influencers de fazenda ;)

16:55

/limpar

16:55

corrija portugues sem mudar nada e insira pra ser disparado hoje head: Por que detestamos coaches? O mercado tem mudado tanto, quando converso com as pessoas do mundo real, percebo o abismo. Absolutamente ninguém mais tem a ideia que um expert pode falar e fazer o que dá na telha com a ideia que ele ‘o produto e pronto. Ontem passando pelo youtube vi um vídeo sobre a natalhya beatule, aquela da sobrecelha que foi cancelada duas vezes nos ultimos meses. Mas ela nao é a única. Nao temos (e nisso me incluo) tolerado o estilo pablo marçal de ver o mundo. Estamos um pouco cansados de sermos empurrados pra uma realidade onde ganhar muito dinheiro é só questao de vontade. Com a ideia que pagar uma tonelada de dinheiro pra um gurpo de mastermind nós fará mais bem sucessidos e que existe uma mesa certa pra se sentar, nomalmente alguma onde o ego é tao grande, que voce duvida se está acordado ou sonhando. Quando tudo é muito fácil pra todo mundo, é fácil relevar as bobagens ditas de forma generica pra chamar a atenção mas quando as coisas ficam mais dificeis, queremos sinceridade e principalmente, queremos a verdade. Perdi a admiração por vários amigos do mercado porque os vi mentir descaramente sobre o mercado. Perdi a admiração por quem não seguia se preocupando mais em vender do que em entregar. Mas principalmente: perdi a admiraçao por quem nao é capaz de ouvir com interesse e tratou meu negócio como um folheto de farol. Entregando soluçoes bobas, inúteis e gastando meus ouvidos com frases de efeitos que no final do dia, nao servem pra nada. Estamos cansados de um modelo. Essa é a verdade. Do modelo que nunca erra, que nunca baixa a bola, que nunca tá cansado, que nunca tá sem paciencia, que nunca se entristece, luta, pensa em desistir. Cansamos de um modelo que só existe nos filmes da marvel ( nos ruins). No mercado que olhamos agora, temos dezenas de profissinais, familias, vidas, anos investidos, dinheiro colocado em muitos produtos e queremos clareza do caminho. Mas uma clareza humana, nao essa caricatura que supriu a carencia paterna, materna, de amizades, de afeto, de atençao. Toda manha ao abrir computador pra trabalhar, tanto eu quanto voce, queremos investir nosso tempo e conhecimento em algo dúrável, justo, que pague muito bem pra que a gente construa liberade pra nós e pros nossos. Liberdade. Nao uma seita. Nao um sequito. Nao uma fantasia que nao vai sobreviver a próxima década. E os coachs que outrora venderam que tem o caminho pra sabedoria, estao mais perdidos do que nós, porque a maioria deles nao tem um negócio, tem é liberdade poetica pra mentir. Graças a Deus estamos cansados. Já vao tarde. —- Por que detestamos coaches? O mercado tem mudado tanto, quando converso com as pessoas do mundo real, percebo o abismo. Absolutamente ninguém mais tem a ideia que um expert pode falar e fazer o que dá na telha com a ideia que ele ‘o produto e pronto. Ontem passando pelo youtube vi um vídeo sobre a natalhya beatule, aquela da sobrecelha que foi cancelada duas vezes nos ultimos meses. Mas ela nao é a única. Nao temos (e nisso me incluo) tolerado o estilo pablo marçal de ver o mundo. Estamos um pouco cansados de sermos empurrados pra uma realidade onde ganhar muito dinheiro é só questao de vontade. Com a ideia que pagar uma tonelada de dinheiro pra um gurpo de mastermind nós fará mais bem sucessidos e que existe uma mesa certa pra se sentar, nomalmente alguma onde o ego é tao grande, que voce duvida se está acordado ou sonhando. Quando tudo é muito fácil pra todo mundo, é fácil relevar as bobagens ditas de forma generica pra chamar a atenção mas quando as coisas ficam mais dificeis, queremos sinceridade e principalmente, queremos a verdade. Perdi a admiração por vários amigos do mercado porque os vi mentir descaramente sobre o mercado. Perdi a admiração por quem não seguia se preocupando mais em vender do que em entregar. Mas principalmente: perdi a admiraçao por quem nao é capaz de ouvir com interesse e tratou meu negócio como um folheto de farol. Entregando soluçoes bobas, inúteis e gastando meus ouvidos com frases de efeitos que no final do dia, nao servem pra nada. Estamos cansados de um modelo. Essa é a verdade. Do modelo que nunca erra, que nunca baixa a bola, que nunca tá cansado, que nunca tá sem paciencia, que nunca se entristece, luta, pensa em desistir. Cansamos de um modelo que só existe nos filmes da marvel ( nos ruins). No mercado que olhamos agora, temos dezenas de profissinais, familias, vidas, anos investidos, dinheiro colocado em muitos produtos e queremos clareza do caminho. Mas uma clareza humana, nao essa caricatura que supriu a carencia paterna, materna, de amizades, de afeto, de atençao. Toda manha ao abrir computador pra trabalhar, tanto eu quanto voce, queremos investir nosso tempo e conhecimento em algo dúrável, justo, que pague muito bem pra que a gente construa liberade pra nós e pros nossos. Liberdade. Nao uma seita. Nao um sequito. Nao uma fantasia que nao vai sobreviver a próxima década. E os coachs que outrora venderam que tem o caminho pra sabedoria, estao mais perdidos do que nós, porque a maioria deles nao tem um negócio, tem é liberdade poetica pra mentir. Graças a Deus estamos cansados. Já vao tarde. —- Cuidado apenas pra nao sair da era dos coachs, pra era dos influencers de fazenda ;)

16:57

insira na fila, pra ser enviado hoje

11:35

Os jeitos mais preguiçosos de ganhar dinheiro com IA (para iniciantes) Pegue esse tema que tá em topicos em alta e coloque na minha lingagem e faça email

15:57

Escreva um email com esse conteudo (pode ser mais caracertes Mestres da Escala, traduzido pro seu jogo O livro é do Reid Hoffman (fundador do LinkedIn), tirado do podcast dele. A tese central é meio contraintuitiva: quase tudo que faz um negócio crescer no começo é exatamente o que você vai ter que abandonar depois. E vice-versa. 1. Faça coisas que não escalam. No início, o artesanal é vantagem, não gambiarra. Os fundadores do Airbnb foram bater na porta dos anfitriões e fotografar os apartamentos um por um. Isso não escala e é justamente o ponto: é assim que você descobre o que o cliente realmente quer, antes de automatizar a coisa errada. Você já faz isso naturalmente. O risco no seu caso é o oposto: automatizar cedo demais porque você consegue, e nunca chegar perto o suficiente do cliente para entender por que ele compra. 2. Se todo mundo concorda com você, provavelmente não tem oportunidade ali. Hoffman diz que as melhores ideias parecem ruins para a maioria das pessoas inteligentes. O "não" recorrente de investidor ou de mercado não é veredicto, é informação. A pergunta certa não é "por que estão dizendo não", é "eles estão vendo algo que eu não vi, ou eu estou vendo algo que eles ainda não veem?". 3. Lance antes de ter vergonha de mostrar. A frase dele: se você não tem vergonha da primeira versão do seu produto, lançou tarde demais. Velocidade de aprendizado vence perfeição. Aqui você tem que ter honestidade com o próprio padrão: lançar cedo é diferente de lançar muita coisa ao mesmo tempo. 4. Deixe alguns incêndios queimarem. Esse é o capítulo que eu leria duas vezes se fosse você. A tese: numa empresa em crescimento sempre tem cinco incêndios ao mesmo tempo, e você só consegue apagar um. Escolher qual apagar é a habilidade. Os outros vão queimar, e tudo bem, desde que você tenha escolhido conscientemente quais. O erro do fundador competente não é deixar queimar, é tentar apagar todos e apagar mal cada um. Com a quantidade de frentes abertas que você tem hoje, essa é provavelmente a ideia mais cara do livro pra você. 5. Escala é escolher entre o que você é bom e o que a empresa precisa. Em cada fase, o papel do fundador muda. Quem monta é raramente quem opera, e quem opera raramente é quem monta. Hoffman é bem direto: chega um ponto em que o gargalo da empresa é o fundador, e a única saída é o fundador mudar de função. Você já identificou isso sozinha, o que é a parte difícil. A parte incômoda do livro é que ele não trata isso como algo pra resolver "quando der", trata como a decisão que define se a empresa escala ou trava. 6. Cultura não é discurso, é quem você contrata e quem você demite. Os primeiros contratados definem a empresa por anos, porque eles é que contratam os próximos. Reid fala de "tribo": pessoas que você não precisa convencer toda vez. Para quem não tem paciência de explicar duas vezes, isso não é filosofia bonita, é solução operacional. Contratar alguém que precisa de manual é um custo que você especificamente não consegue pagar. 7. O aprendiz infinito. A única competência que não deprecia é a capacidade de aprender rápido. Ele defende que o fundador precisa ser o maior aprendiz da empresa, e ao mesmo tempo o mais rápido em desaprender o que funcionava na fase anterior. 8. Pivotar não é fracasso, é dado. A maioria das empresas grandes não é a ideia original. Slack veio de um jogo, o próprio PayPal virou outra coisa três vezes. O que muda não é a ambição, é o caminho.

Assunto

Deixe alguns queimar

Rascunho 2 · 3 min de leitura · 624 palavras · reflexao · SOFT

Opa, %FIRSTNAME%.

Terminei um livro do Reid Hoffman, o cara que fundou o LinkedIn. Chama Mestres da Escala, saiu do podcast dele.

A tese é meio torta, e é por isso que eu tô te escrevendo.

Quase tudo que faz um negócio crescer no começo é exatamente o que você vai ter que largar depois. E o contrário também vale.

Eu li pensando em você, que trabalha sozinho. Vou traduzir os pontos que valem pro seu jogo.

1. Faça coisas que não escalam.

No início o artesanal é vantagem, não gambiarra. Os caras do Airbnb bateram na porta dos anfitriões e fotografaram apartamento por apartamento.

Isso não escala. E é o ponto. É assim que você descobre o que o cliente quer de verdade, antes de automatizar a coisa errada.

Com IA na mão o risco virou o oposto. Dá pra automatizar cedo demais só porque dá. E aí você nunca chega perto o suficiente do cliente pra entender por que ele compra.

2. Se todo mundo concorda com você, provavelmente não tem oportunidade ali.

Hoffman diz que as melhores ideias parecem ruins pra maioria das pessoas inteligentes.

O "não" que você ouve não é veredito. É informação.

A pergunta certa não é "por que estão dizendo não". É "eles estão vendo algo que eu não vi, ou eu estou vendo algo que eles ainda não veem?".

3. Lance antes de ter vergonha de mostrar.

A frase dele: se você não tem vergonha da primeira versão do seu produto, lançou tarde demais.

Velocidade de aprendizado ganha de perfeição.

Só que lançar cedo é uma coisa. Lançar cinco coisas ao mesmo tempo é outra.

4. Deixe alguns incêndios queimarem.

Esse capítulo eu leria duas vezes.

A tese é que sempre tem cinco incêndios ao mesmo tempo e você só consegue apagar um. Escolher qual apagar é a habilidade.

Os outros vão queimar. Tudo bem, desde que você tenha escolhido quais.

O erro de quem é competente não é deixar queimar. É tentar apagar todos e apagar mal cada um.

Se você tem cliente, prospecção, conteúdo, estudo de IA e entrega abertos na mesma semana, essa é a ideia mais cara do livro pra você.

5. Escala é escolher entre o que você é bom e o que o negócio precisa.

Em cada fase o seu papel muda. Quem monta raramente é quem opera. Quem opera raramente é quem monta.

Ele é direto: chega um ponto em que o gargalo do negócio é você. E a única saída é você mudar de função.

Trabalhando sozinho isso aparece mais cedo do que parece. É o dia em que a sua agenda tá cheia e o seu faturamento tá igual.

6. Cultura não é discurso. É quem você contrata e quem você demite.

Os primeiros que entram definem o negócio por anos, porque são eles que trazem os próximos.

Vale pra quem ainda não contratou ninguém. Cliente também é escolha.

O cliente que precisa de manual pra tudo custa caro de um jeito que não aparece na proposta.

7. O aprendiz infinito.

A única competência que não deprecia é aprender rápido.

E junto com ela, desaprender rápido o que funcionava na fase anterior. Essa parte quase ninguém faz.

8. Pivotar não é fracasso. É dado.

A maioria das empresas grandes não é a ideia original. O Slack nasceu de um jogo. O PayPal virou outra coisa três vezes.

O que não muda é a ambição. O caminho muda o tempo todo.

Se você trocou de oferta esse ano, você não é indeciso. Você tá lendo o mercado.

Se for pra levar uma só daqui, leva a quatro.

Escolhe hoje qual incêndio você vai apagar essa semana. E deixa os outros queimarem sem culpa.

Um abraço,
Ana Paula Perci

Assunto

Mestres da Escala

Rascunho 3 · 3 min de leitura · 694 palavras · 4min · SOFT

Antes de escrever hoje, peguei um livro que tá na minha mesa há semanas: Mestres da Escala, do Reid Hoffman. Ele fundou o LinkedIn. O livro nasceu do podcast dele, onde entrevista quem construiu empresa gigante do zero.

O livro é o mais útil que li esse ano pra quem tá começando algo novo com medo de fazer errado.

Vou te contar cinco coisas que ele conta, com nome e sobrenome, e o que isso quer dizer pra você que tá tentando vender seu primeiro projeto de IA.

A primeira: faça coisas que não escalam.

Os fundadores do Airbnb, no começo, não tinham ferramenta, não tinham automação, não tinham nada.

Foram de porta em porta bater na casa dos anfitriões. Fotografaram os apartamentos um por um, com a própria câmera.

Não escala. Nunca ia escalar.

Foi assim que descobriram o que o hóspede realmente queria, antes de automatizar a coisa errada.

Se você acha que precisa de um sistema redondo antes de vender o primeiro projeto de IA pra alguém, inverteu a ordem.

Primeiro você bate na porta. Depois você automatiza o que já funcionou na prática.

A segunda: se todo mundo concorda com você, provavelmente não tem oportunidade ali.

Hoffman diz que as melhores ideias, quase sempre, parecem ruins pra maioria das pessoas inteligentes. É padrão que ele viu repetido em investimento depois de investimento.

Isso muda o que um "não" significa.

Quando você oferece um serviço de IA pra alguém e a pessoa torce o nariz, isso não diz nada sobre você. É só informação.

Às vezes é a prova de que você achou uma fresta que ninguém mais viu.

A terceira é a frase que mais me marcou. Hoffman diz: se você não tem vergonha da primeira versão do seu produto, você lançou tarde demais.

Lê essa frase de novo.

Ela não tá falando de entregar coisa malfeita.

Tá falando de tirar o produto da sua cabeça e colocar na mão de alguém antes que ele fique "perfeito" na sua imaginação, porque perfeito na sua imaginação não paga boleto de ninguém.

Se você tá com um projeto de IA engavetado esperando ficar bom o suficiente pra mostrar, essa frase é pra você.

A quarta: numa empresa crescendo, sempre tem cinco incêndios ao mesmo tempo. E você só consegue apagar um.

O erro do fundador competente, segundo o livro, é tentar apagar os cinco e apagar mal todos eles.

Escolher qual incêndio apagar é a habilidade. Chama-se cortar.

Traduzindo pro seu tamanho: você não precisa aprender a usar IA, aprender a vender, arrumar o Instagram, montar proposta e estudar ferramenta nova, tudo na mesma semana.

Escolhe um incêndio. Deixa os outros quatro queimando um pouco. Depois você volta neles.

A quinta, e talvez a mais importante pra quem tá com medo de errar o caminho: mudar de rumo no meio do caminho não é fracasso, é o normal de quem tá tentando.

O Slack nasceu de um jogo que deu errado.

Era um videogame, não deu certo, e a ferramenta interna que eles criaram pra se comunicar durante o desenvolvimento virou o produto.

O PayPal virou outra coisa três vezes antes de virar o PayPal que a gente conhece.

De uma versão pra outra, o que muda é o caminho. A ambição fica.

Agora amarra as cinco.

Você bate na porta antes de automatizar (1). Ignora quem discorda em bloco, porque discordância em bloco às vezes é sinal de oportunidade (2).

Mostra o trabalho com vergonha e tudo, porque tarde é pior que feio (3).

Escolhe uma coisa pra resolver essa semana e deixa o resto queimar um pouco (4).

E se o caminho mudar no meio, é o normal de quem tá tentando (5).

Ninguém que constrói alguma coisa que dura fez isso numa linha reta.

Nem Hoffman, nem os fundadores do Airbnb, nem o cara que criou o Slack tentando fazer um jogo.

Sua profissão está sendo cercada, é verdade. Mas existe uma saída, e ela não é ficar esperando ficar pronto pra começar.

Um abraço,
Ana Paula Perci
"Sem pressa e sem pausa."

Ps. Últimos dias pra comprar meu bootcamp: criando sistemas de alto ticket com IA. Só 97,00

Assunto

Um pouco de sinceridade

Rascunho 4 · 3 min de leitura · 607 palavras · reflexao · SOFT

Ainda nem são seis da manhã enquanto escrevo esse e-mail.

Acordei cedo com uns passarinhos aos berros na minha janela.

Nos últimos dias venho lidando com um questionamento muito justo e, como sempre optei por ser transparente com você, também quis trazê-lo aqui.

Quando comecei no mercado digital com coprodução, eu vivi uma transformação de vida tão profunda que jamais imaginei que aconteceria, e, enquanto via minha vida melhorando cada vez mais, eu queria muito que outras pessoas vivessem o mesmo e investi muito dinheiro e tempo em criar meus produtos para compartilhar isso. E sim, isso também me gerou dinheiro, não vou ser hipócrita.

Mas o que me movia era muito a ideia de ajudar as pessoas a terem a liberdade que eu consegui.

E eu ajudei muita gente e foi incrível.

Mas nos últimos dois anos, quando comecei a pivotar meu negócio pra IA, eu me afastei um pouco da posição de professora. Segui, sim, tendo produtos e ensinando, e procurando compartilhar com qualidade e verdade meus projetos.

Mas a verdade é que, quando você tem um negócio que te dá bastante resultado sem que você precise vender infoprodutos, você se sente tentado a guardar isso pra você.

E falo com toda transparência do mundo.

Não é querer guardar pra não ter concorrência, é mais pensar que compartilhar e ensinar isso vai te dar mais e mais trabalho e você não precisa. Nem do trabalho nem do dinheiro.

Então passei a ter uma agenda mais focada nesses projetos, clientes do corporativo com os quais eu me reúno bem pouco e horas e horas de trabalho solitário e feliz no escritório ou em viagens.

E, pra um introvertido, isso é o paraíso.

Só que eu já tinha experimentado algo mais legal que isso:

Já tinha visto uma mãe solo me falar que agora consegue trabalhar de casa e ganhar bem.

Já tinha visto meus alunos felizes porque vão poder assumir todas as contas da casa.

Já tinha visto gente muito boa tecnicamente finalmente ter reconhecimento e dinheiro.

Já tinha visto alunos ajudarem suas famílias, irem a um restaurante sem pensar na conta.

E isso não é papo vazio. Quando você ajuda as pessoas nessas coisas, isso vira, sim, algo importante pra você.

Quando você cria serviços, você faz a vida das pessoas ficar mais fácil, mas quando você também cria produtos de educação, você muda a vida das pessoas de forma definitiva. E isso é legal demais.

Estive pensando nisso, fazendo cálculos e ponderando a direção que quero dar pra isso agora e, sinceramente, matematicamente é melhor ficar só com os serviços, mas eu quero fazer algo que também me traz felicidade.

E por isso vou voltar a estar mais presente e ativa com meus produtos. Mas com uma ideia diferente:

Nada no meu foco será números vazios, seguidores, plaquinhas, nada disso. Eu só vou produzir conteúdo que eu gostaria de consumir.

"Mas isso vai contra tudo que o mercado ensina"

Vai mesmo.

Mas eu posso fazer isso agora e vou fazer. Não quero gastar tempo de ninguém com besteira inútil e ruído.

Comecei com a Fazenda de Prompts.

Tô montando outra coisa pra lançar gratuitamente semana que vem.

Vou abrir bastidores importantes do meu negócio e entregar um conteúdo denso e de valor pra que ele realmente consiga mudar a vida das pessoas e não apenas me dar lucro.

E tenha certeza: se você olhar com clareza esse movimento, vai ver que algo parecido pode ser feito na sua vida e no seu negócio também.

E isso será bom para os seus clientes, bom para você, bom pro seu mercado.

Até breve,
Ana Paula Perci

Enter envia
Fatos usados0
Nenhum fato vinculado.
Janela históricaSem histórico suficiente ainda.
—Abertura
—Clique